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A Banana Azedou

809Entendemos que a modernização é realmente complexa. A modernização de uma empresa agrícola parte da premissa de que os melhores ajustamentos devem ser feitos desde o acesso de comercialização.
È por isso que tenho dito neste blog que, a baixada cuiabana tem que gerar uma tecnologia própria, por não ter nenhuma parcela no agronegócio do Estado. Realmente a baixada cuiabana com inúmeros assentamentos dissonantes não pode ter efetivamente, nenhum grau de independência à realidade aplicada de modelo de reforma agrária brasileira que embora tenha sido amplamente discutido carece ainda de melhor reflexão conceitual e principalmente de ferramentas de gestão para sua consolidação. Tentar compreender quais os fatores que interferem no desenvolvimento dos Projetos de Assentamentos (PAs) e se não for, em parte, revertida, o cenário agropecuário da baixada cuiabana pode ficar comprometido ao primeiro revés, motivado pela crise.
E por falar em crise alguém pode me explicar à história da importação da banana do Equador sendo o Brasil o terceiro maior produtor de banana do mundo, com produção de 7,5 milhões de toneladas por ano, atrás da Índia e da China? São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais, Pará, Ceará e Pernambuco são responsáveis por 74% da produção brasileira? No País, são cultivados cerca de 500 mil hectares e estima-se que a fruta gere 520 mil empregos diretos e dois milhões indiretos? O que vamos fazer com mais de 10mil hectares de área de assentamentos da baixada cuiabana e não pensar no problema? E que segundo a ‘’Conaban, embora o Equador seja o maior exportador de banana do mundo, apenas cinco empresas multinacionais controlam 80% do comércio internacional da fruta, monopolizando a produção e o comércio daquele país?  Liberar o mercado brasileiro irá beneficiar, exclusivamente, as trades norte-americanas e os varejistas brasileiros.
Estamos nessa situação no nosso país, no nosso Estado, temos que pensar no que vai acontecer agorinha, numa região como a nossa, onde temos mais de 1.500 famílias, numa área de mais de 10 mil hectares de assentados. Esses públicos criam uma inquietude da qual não estamos sabendo sair bem. O que vamos fazer com eles? Não tem condições, pela própria definição, de serem empresários. Alguma iniciativa, no sentido de organizá-los, de tratar de levá-los a um processo de participação no desenvolvimento da sociedade, tem que ser realizado.
Essa é uma das reflexões que gostaria de fazer e fazer com satisfação de quem já pode perceber que os problemas, até então tidos como problema do Estado, hoje é encarado e já são bem aceitos pelo próprio Estado, como problemas maiores, mais amplos, de responsabilidade de um publico bastante eclético, fora do próprio Estado, e que nos ajudara, certamente, a transmitir a importância da implantação do Projeto Perímetros Irrigados da Baixada Cuiabana, como uma contribuição para a busca de soluções no que se refere ao desenvolvimento da agricultura familiar e que a compreensão do problema dos assentamentos e pequenos produtores não deve estar restrita àqueles que dela vivem, mas por todos os membros da sociedade, nas palavras do Papa Francisco: “que o desenvolvimento seja o novo nome da paz’’.


Autor: Jozimar Batista
Fonte: Claudemiro Nascimento

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